Início > 2010, motocross > 2ª etapa – Detalhes do Evento – Cachoeiro de Itapemirim – ES

2ª etapa – Detalhes do Evento – Cachoeiro de Itapemirim – ES

 

O desafio em Cachoeiro de Itapemirim (ES) é grande, assim como as subidas e descidas do Motódromo Wilson Yasuda, palco da segunda etapa da Superliga Brasil de Motocross nos dias 22 e 23 de maio. Longe de ser uma unanimidade entre os pilotos, o circuito invariavelmente proporciona espetáculos imperdíveis e foi assim na disputa do último final de semana.

Despencando morro abaixo com muita velocidade, os pilotos garantiram emoção de sobra aos presentes, com um show de coragem e competitividade nas corridas capixabas. Os críticos ressaltam exatamente os muitos trechos de velocidade e o piso compacto como vilões do circuito, que o deixam menos técnico e um tanto perigoso. Mas Cachoeiro também tem seus fãs ardorosos, que não trocam o estilo “no fio da navalha” proporcionado por seu traçado. 
O fato é que é uma prova tradicional, que tem um estilo próprio. Na corrida deste ano dois nomes fizeram o público prender a respiração na briga pela vitória. Já vi disputas homéricas em Cachoeiro e as protagonizadas por Swian Zanoni e Jorge Balbi nas classes MX1 e MX2 este ano, foram daquelas com conteúdo pra recordarmos e relembrarmos em outras temporadas.

Na manhã de domingo, a ameaça de um dia chuvoso não trazia boas perspectivas. “Conversei com São Pedro e ele me disse que teríamos chuva apenas para molhar o circuito e evitar poeira durante as provas”, brincou Clemente Sartório, empresário responsável pela realização da etapa do Espírito Santo. Dito e feito: Logo após o warm-up, realizado sob água, o tempo estiou e a chuva deu lugar a um cenário nublado, mas com perspectivas de melhora durante as provas.

Nas corridas, nada de água e muito de adrenalina. No encerramento da primeira disputa entre os principais profissionais, na classe MX2, a sensação era de que o que havíamos acabado de assistir valia o ingresso, o suficiente para os fãs voltarem pra casa satisfeitos. Mas quem iria perder a MX1 depois do espetáculo proporcionado entre as 250cc?

Na MX2, Swian e Balbi disputaram a liderança desde a largada. Os dois imprimiram um forte ritmo abrindo larga vantagem sobre os demais. Rafael Faria, Jean Ramos e João Feltz ocupavam as posições seguintes no início da prova. Na frente os líderes às vezes andavam mais próximos, em outros momentos mais distantes, sempre com Swian à frente. Balbi deixou pra atacar no final da prova e nos últimos minutos o ritmo voltou a ficar acelerado.

O melhor veio na última volta, o que foi uma daquelas pra guardar na memória. Balbi fez duas arrojadas tentativas de ultrapassagem, uma delas em uma das fortíssimas descidas do circuito (assista o vídeo na MotoX TV). Swian se defendeu e, após a segunda manobra, ganhou uma leve vantagem que o fez respirar na duas últimas curvas garantindo a vitória. “Foi uma vitória muito suada. O Balbi é um piloto muito raçudo, muito rápido. Foi difícil segurar ele, ainda mais no final, quando ele deu um ’tiro’ maior”, disse o vencedor.

Atrás, as posições seguiram como no início de prova. Apesar das dificuldades físicas, Rafael Faria comprovou ser um dos mais rápidos do final de semana, completando em terceiro, já com mais de um minuto de desvantagem em relação aos líderes. “Meu braço ’travou’”, explicou o paranaense após o pódio. Marcello Ratinho chegou pouco atrás, recuperando várias posições durante a bateria. O quinto lugar foi de Jean Ramos que caiu no início de prova e prejudicou sua bateria

A primeira largada da MX1 teve de ser cancelada em virtude da queda de Roosevelt Assunção, que precisou do atendimento da equipe médica. Decepção pra Leandro Silva que havia pulado na frente e certamente não gostou nada quando viu a sinalização do diretor de prova no salto de chegada. Após alguns minutos todo mundo voltou ao gate, inclusive Roosevelt que surpreendentemente recuperou-se e voltou a alinhar. Quando o gate caiu, reprise, pelo menos para Leandro Silva que novamente foi o mais rápido assumindo a liderança. 

O paranaense manteve a primeira posição por mais da metade da prova. Nas quatro primeiras voltas, Gustavo Takahashi e Marcello Ratinho tinham segunda e terceira colocações, mas ambos, no giro seguinte, foram superados por Balbi e Swian. Os dois destaques da MX2 mais uma vez “pulverizavam” os competidores à frente, mas Leandro Silva contava com boa vantagem sobre a dupla, que demorou para se aproximar. Quando encostaram em Leandro, ele não esboçou reação, entregando o posto tanto para Balbi, quanto para Swian. “Tive problemas com o freio traseiro”, explicou Leandro após o término da prova.

A liderança de Balbi durou apenas três voltas. Na curva do pit-stop, o piloto mineiro deixou a frente da moto escorregar e deu adeus as chances de vencer. Swian vinha logo atrás, desviou, e partiu para nova vitória. “Nesta bateria minha estratégia era de não atacar o Balbi, estava segurando e felizmente contei com a sorte. Foi um domingo muito especial”, comemorou Swian.

Balbi demorou para religar sua moto voltando na quarta posição, onde permaneceu até a bandeirada. O segundo lugar definiu-se com a ultrapassagam de Ratinho sobre Leandro, pouco antes da placa de duas voltas. “Depois das cinco primeiras voltas achei umas linhas mais rápidas e fui imprimindo um ritmo forte. A prova estava muito disputada, felizmente consegui me sobressair e terminar com este bom resultado”, disse o piloto da Vaz/Kawasaki. 
A quinta colocação ficou com João Marronzinho após uma longa disputa com Roosevelt Assunção. Wellington Garcia, um dos favoritos, não teve bom desempenho, mas houve uma justificativa para sua 12ª colocação. “Na primeira largada me choquei com o Roosevelt, depois retornei ao gate para a relargada com o flexível do freio traseiro quebrado, só que não percebi. Quando a corrida recomeçou levei um susto ao ficar sem freio”, explicou.

Apesar das poucas ultrapassagens, a prova da MX3 não foi monótona. Davis Guimarães largou atrás de Cristino Lopes para em poucas curvas assumir o primeiro lugar. Depois foi ganhando terreno sobre os adversários aos poucos e consolidou a primeira colocação. Atrás Cristiano precisou controlar as investidas de Milton Chumbinho Becker, o vencedor da primeira etapa da competição. Apesar da insistência e de por vezes os dois estarem lado a lado, Cristiano ficou firme no segundo lugar até a bandeirada. Para Chumbinho, restou a terceira colocação, pouco atrás de seu adversário direto na prova e vendo Davis conquistar pontos importantes com o primeiro lugar.

O piloto da Pro Tork não escondeu a alegria pela primeira vitória. “Comecei um pouco tarde minha preparação para esta temporada, mas estava alcançando ótimos resultados, vencer era questão de tempo. Estou muito feliz pelo resultado, tinha boas expectativas para esta prova, pois gosto muito desta pista. Vou continuar treinando firme para alcançar o título”, disse Davis, novo líder do campeonato.

A quarta colocação foi de Richard Berois, que fez uma corrida isolado na colocação. Já o quinto lugar teve muita disputa. Walter Tardin ocupou a posição até enfrentar problemas e abandonar. A briga ficou então entre José Israel Feitosa e Júlio César Xavier, ambos representantes de Pernanbuco. Feitosa segurou a posição até os últimos momentos, mas acabou surpreendido por Xavier que conseguiu a ultrapassagem na última volta.

O duelo da etapa de abertura do campeonato entre Anderson Amaral e Endrews Armstrong voltou a se repetir na MXJr. A diferença é que desta vez a decisão não ficou para a última volta. Em pouco tempo, Endrews conseguiu ultrapassar Anderson para conquistar definitivamente a liderança da prova.

Thiago Formehl não começou muito bem a bateria e precisou trabalhar para se recuperar até alcançar a terceira colocação. O catarinense Gustavo Henn levou a melhor sobre Gustavo Pessoa na briga pelo quarto lugar. No campeonato a briga pela liderança esquentou e agora Endrews e Anderson seguem para a próxima etapa empatados

A classe 65cc começou com Enzo Lopes caindo logo após largar na primeira posição. Teve início então um duelo com Kioman Munoz sendo bastante pressionado por Djalma Brito. E definitivamente era dia de Djalminha que, após conquistar a ultrapassagem viu o adversário ficar cada vez mais longe com o pneu traseiro furado.

Daí em diante Djalma administrou a prova conquistando a vitória com 11 segundos de vantagem sobre Enzo, que recuperou-se da útima posição até o segundo lugar. Kioman apesar do problema ainda finalizou em terceiro. “Foi a minha primeira vitória e estou muito orgulhoso”, contou Djalma ainda no pódio. Gabriel Soares e Renato Muguinho Paz completaram os cinco mais rápidos da bateria. 

De ponta a ponta Nivaldo Viana seguiu para sua segunda vitória na categoria CRF 230. O piloto da 2B Racing Duracell não permitiu a aproximação dos adversários e permanece invicto no campeonato. No início da prova o destaque foi o duelo entre Murilo Tomazelli e Ismael Rojas. A briga acabou prematuramente quando Rojas errou e perdeu posições.

Na bandeirada Tomazelli estava isolado em segundo, cruzando pouco mais de dois segundos atrás do vencedor. Ismael Rojas recuperou-se e finalizou no pódio com a terceira colocação após intensa disputa com Anderson Chupel. A quinta colocação ficou com o capixaba Evilásio Montovaneli, piloto da casa.

A Superliga Brasil de Motocross tem patrocínio da Honda, Mobil e Aymoré Financiamentos e co-patrocínio da Pirelli e do Consórcio Nacional Honda. A 3ª etapa da competição será nos dias 19 e 20 de junho em Chapecó, SC. 

Por MotoX

Editado Por Fabio Weslley

Equipe Acelere no Motocross

Anúncios
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: