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Em viagem à Petrópolis, Yamaha XJ6F mostra suas qualidades

 

Viajar de moto é sempre bom. Mas alguns ingredientes contribuem para que a aventura seja praticamente perfeita: estradas boas e sinuosas; um destino interessante; tempo aberto e uma motocicleta adequada. Depois de uma semana em São Paulo que justificou o aposto de “terra da garoa”, a meteorologia previa temperaturas amenas e, o mais importante, sem chuva.

Na garagem, a recém-lançada Yamaha XJ6F, versão com carenagem integral do novo modelo de quatro cilindros e 600 cc da marca japonesa. Feita, ao menos na teoria, para se viajar. Como ainda faltava experimentar na prática a vocação estradeira da XJ6F, tive de encontrar um destino interessante para um fim de semana perfeito.

Assim como Dom Pedro I, encantei-me pela região Serrana do Estado do Rio de Janeiro quando passei rapidamente por lá há alguns anos. Aproveitando a estação do ano e a oportunidade, escolhi Petrópolis como destino. Conta à história que, em 1830, o primeiro imperador do Brasil adquiriu uma Fazenda no local que mais tarde se tornaria a cidade de Petrópolis, fundada em 1843 por Dom Pedro II. Transformava-se na capital do Império durante o verão.

Hoje, Petrópolis (a cerca de 70 km do Rio) é o destino de muitos cariocas que vão curtir o “inverno” no clima ameno proporcionado pela bela topografia e vegetação da região. Do Rio de Janeiro, o acesso à Petrópolis é feito pela BR-040, que liga a capital fluminense à Belo Horizonte (MG). O que também atrai muitos mineiros à cidade.

De São Paulo até lá a viagem é mais longa, em torno de 500 km, porém não menos interessante. O único senão fica por conta dos 16 pedágios cobrados também das motos na ida e volta entre a capital paulista e a cidade fluminense. Ao todo foram R$ 42,50 com tarifas que variam de R$ 4,40 a R$ 0,85. Só quem é motociclista pode imaginar a dificuldade de se pagar centavos em uma praça de pedágio quando se está em cima de uma moto com capacete, luva, jaqueta e tudo mais. Mas nem a sanha arrecadadora conseguiu estragar essa viagem São Paulo – Petrópolis.

Além de bem conservada nesse trecho, a BR-040 é uma das mais divertidas estradas para se pilotar uma moto em todo o País. Cheia de curvas e com uma paisagem belíssima em seu entorno. O que por si só já justifica a visita a Petrópolis. Mas a cidade serrana guarda ainda outros encantos.

Além do Museu Imperial, o centro histórico reserva diversas atrações culturais: a casa de veraneio do pai da Aviação Alberto Santos Dumont, o Palácio Rio Negro, o Palácio de Cristal, a Catedral São Pedro de Alcântara, e outras construções curiosas, como a Casa da Ipiranga, mas que todos conhecem como “Casa dos Sete Erros”. Construída em 1884 por um afilhado do Barão de Mauá, a casa recebe esse nome pela assimetria entre os dois lados de sua fachada.

Aliás, a gastronomia é outro destaque de Petrópolis. Afinal, o clima propício e a influência dos imigrantes alemães e italianos fizeram surgir bons restaurantes. Em Petrópolis, há diversas opções no centro, mas o distrito de Itaipava é o principal destino para quem quer cometer os pecados da gula. Além do grande número de restaurantes famosos, Itaipava também conta com pousadas chiques e aconchegantes

IMPRESSÕES
YAMAHA XJ6F, BOA PARA VIAJAR, MAS SEM MUITA BAGAGEM

Versão com carenagem integral, a Yamaha XJ6F foi projetada para viagens. Oferece bastante conforto e proteção aerodinâmica. Ao todo rodei 1200 km com esse modelo lançado no início deste ano. Seu motor de quatro cilindros em linha e 600 cc é bastante elástico e oferece torque em baixas rotações e uma potência máxima de 77,5 cv a 10.000 rpm. Apesar de não ser muito esportivo, seu desempenho é ideal para estradas e funciona com folga no limite de velocidade (120 km/h).

Em função do bom escalonamento do câmbio dispensa muitas trocas de marchas o que acaba refletindo em um consumo médio razoável de 21 km/l — a pior média na subida da serra para Petrópolis foi de 19,5 km/l e a melhor de 22,1 km/l na Via Dutra. Com tanque de 17,3 litros, tem autonomia estimada de até 346 km, porém a luz de reserva já começa a piscar em torno dos 250 km. A posição de pilotagem é agradável e o banco confortável — apesar de ser um pouco fino e tornar-se um duro depois de algumas horas.

Porém o ponto negativo fica por conta do espaço para se acomodar bagagem. Não há pontos de fixação e nem bagageiro. Como a rabeta é curta fica difícil até de se amarrar a mala no banco. Tive de recorrer a alforjes laterais removíveis da Gift que, além de impermeáveis, são fáceis de instalar. Se você pensa em ter uma Yamaha XJ6F como companheira de viagens guarde algum dinheiro para investir em um bagageiro ou alforjes

 

Materia Portal UOL

Editado Por Fabio Weslley

www.aceleramente.wordpress.com

 

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