Dispositivos ajudam a proteger sua moto de roubos e furtos

 

Devido algumas motos de baixa capacidade não serem aceitas pelas seguradoras, a solução é instalar dispositivos anti-furto, como travas, alarmes, rastreadores ou marcação de peças

Só quem teve a moto roubada ou furtada sabe o desgosto que dá. Afinal, por mais que se faça o seguro do veículo, a moto é mais que um simples bem do proprietário, mais que o valor a ser ressarcido. É a companheira do dia a dia, de longas viagens, dos passeios no fim de semana. Além disso, alguns modelos de motos, como os de baixa cilindrada, não são aceitos pelas empresas seguradoras. Em outros casos, o valor do prêmio do seguro chega a ser proibitivo, atingindo 30% do valor da motocicleta. Por essas razões nunca é exagero tomar medidas para prevenir o roubo ou furto de sua moto.

Para isso existem diversos métodos, que vão desde um simples cadeado no disco de freio até modernos rastreadores com tecnologia GSM. Cada um desses dispositivos tem sua finalidade e vantagens. Conheça alguns mecanismos que vão lhe ajudar a evitar “os amigos do alheio”. Sempre lembrando que caldo de galinha e prudência não faz mal a ninguém.

TRAVAS, CORRENTES E CADEADOS
Amarrar a moto em alguma coisa é um método um tanto arcaico, que vem desde o tempo de amarrar o burro na sombra, mas que ainda tem lá sua eficácia, além do baixo custo. Para isso há correntes fabricadas especificamente para motocicletas. Reforçadas, trazem um revestimento plástico que evitam que o acessório enferruje ou risque a moto. Serve para aquela paradinha rápida na farmácia. Mas algumas infelizes vítimas descobriram da pior forma possível que, por mais resistente que seja a corrente, há um alicate capaz de cortá-la.

Uma opção são as travas de disco ou coroa. Além de serem menores e mais fáceis de transportar que as correntes, são mais difíceis de serem violadas. Porém, têm na pressa e no esquecimento seus maiores inimigos. Isso porque é comum motociclistas que usam esse tipo de trava esquecer-se de tirá-la quando vai sair com a moto. Aí é chão na certa, aquele tipo de queda que fere mais o orgulho do que o corpo.

Para evitar esse tipo de problema, alguns fabricantes oferecem sistemas que ajudam o motociclista a lembrar da trava. Algumas têm um cabo que é preso junto à manopla e outras contam ainda com um útil alarme, como a trava Luma com alarme sonoro de 110 decibéis que toca assim que se movimenta a moto. Além de lembrar o piloto de retirar a trava, funciona como alarme contra bandidos.

OPÇÕES PARA A SEGURANÇA DA SUA MOTO

  • Algumas travas oferecem uma sirene que, além de funcionar como alarme quando alguém mexe na moto, lembram o motociclista de retirar a trava antes de sair rodando
  • A marcação de peças tem a intenção de inibir roubos e furtos. Selo identifica motos que têm as peças marcadas com o número do chassi
  • Alarmes também são alternativas para se evitar o furto da moto. Eles emitem sinal sonoro e podem bloquear a ignição da moto
  • Rastreadores podem ser úteis para recuperar uma moto roubada. Contudo, é necessário pagar uma mensalidade pelo serviço

ALARMES
Outro mecanismo que pode evitar o furto de sua moto são os alarmes. Mais caros que as travas e cadeados, porém mais sofisticados. Emitem um sinal sonoro caso alguém tente mexer na moto e muitos deles ainda contam com um sensor de presença, que bloqueia a ignição caso o chaveiro do alarme não esteja por perto.

Na hora de escolher o alarme, procure um projetado especificamente para motocicletas. Pois dessa forma o módulo, além de menor, é fabricado para suportar as vibrações de uma moto e também as intempéries, como sujeira e chuva. Outro detalhe importante é que a instalação de um alarme em uma moto zero-quilômetro quando feita de forma incorreta faz com que você perca a garantia da parte elétrica da moto.

Por isso é aconselhável procurar um alarme de boa qualidade que ofereça plugues para conexão sem que seja necessário cortar o chicote elétrico da moto. Ou ainda escolher alarmes fabricados para o modelo da sua moto, como por exemplo, os alarmes Duoblock PX da Pósitron feitos especificamente para alguns modelos da linha Honda, como a CG 150 Titan e CB 300R, e Yamaha, caso da YBR. “Nossos alarmes estão agregando diferentes tecnologias com um custo relativamente baixo para proteger o veículo”, explica Kelly Nakaura, Gerente de Marketing da Pósitron, marca líder no segmento.

Com custo médio de até R$ 200,00, os alarmes são uma das alternativas para proteger sua moto. Porém a desvantagem é que qualquer ladrão já conhece o funcionamento dos alarmes e do sensor de presença. Alguns trazem até dois chaveiros – um falso e outro verdadeiro – para tentar “enganar” o assaltante, mas esse é outro truque manjado. Não arrisque sua vida, ela vale mais que sua moto.

MARCAÇÃO DE PEÇAS
Outra medida que visa inibir os bandidos é a marcação de peças. O sistema de controle e gravação do número do chassi em diversas peças da moto funciona como segurança passiva. Como não interfere nos sistemas elétricos e não há a necessidade de dar qualquer comando para sua ativação, a marcação de peças evita perseguições e preserva a integridade física do motociclista. A marcação não evita que você seja vítima, mas inibe de certa forma a ação dos bandidos.

“O selo que colamos no veículo e o número do chassi gravado nas peças de maior valor comercial fazem o bandido desistir de levar aquela moto e procurar outra”, defende Rodrigo Lambert, Gerente Comercial da DNA Security, uma das empresas que oferece o serviço de marcação.

Segundo dados da DNA Security em parceria com as seguradoras, as motos com peças gravadas tem 60% menos freqüência de roubos do que as que não têm. “A marcação ainda oferece prova material do crime”, completa Lambert.

A novidade da empresa no segmento é a nanotecnologia com o DNA AutoDot que consiste na pulverização de 15 mil micropontos de níquel com código único. Os micropontos podem ser espalhados em qualquer parte da moto e são uma opção para aqueles que não querem gravar o número do chassi. No caso da DNA Security a marcação do número do chassi custa R$ 180,00 e o sistema AutoDot sai por R$ 280 – ambos podem ser parcelados em até 10 vezes.

RASTREADORES
Um dos sistemas mais sofisticados (e também mais caros) para se prevenir o roubo do veículo são os bloqueadores com monitoramento remoto, conhecidos como rastreadores. Muito comum em automóveis, a tecnologia não evita exatamente o roubo ou furto, mas ajuda na localização do bem.

O sistema funciona por GPS, radiofreqüência ou GSM, dependendo do rastreador. Alguns rastreadores permitem que se visualize pela internet onde moto andou, em qual velocidade e também se o veículo está ligado ou não. Há ainda a possibilidade de se criar uma “cerca eletrônica” e caso a moto saia do perímetro delimitado o motociclista é avisado por e-mail ou por mensagem de texto no celular.

Uma das desvantagens é a necessidade de ter de pagar uma mensalidade para o serviço de monitoramento. A Pósitron oferece o rastreador RT 160, selado e projetado para motos, sem custo do equipamento: paga-se R$ 100 pela instalação e mais R$ 49 pela mensalidade básica do serviço de monitoramento. Por outro lado, algumas seguradoras dão desconto no prêmio caso a motocicleta possua rastreador.

Todos esses sistemas visam prevenir ou oferecer mais segurança para o motociclista. Mas é sempre bom lembrar que a instalação ou a utilização desses equipamentos significa um acessório complementar. Mas não há nenhuma garantia contra o furto do bem. Mas como diz o ditado, melhor prevenir

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Moto do filme Tron vira realidade

 

Com os avanços tecnológicos e de materiais de construção artesanal para veículos, muitas preparadoras independentes puderam criar todo tipo de modelos que aparecem no cinema, como a moto do Exterminador do Futuro, a Batpod do Batman, entre outros. Assim, a Tron Cycle não poderia escapar de chegar à realidade.

A base usada para o conceito foi a de uma Suzuki TLR1000, que usa um motor V-Twin de 135 cv. Fora isso, a Tron Cycle nada tem a ver com suas origens japonesas, já que a preparação lhe confere todo o espírito norteamericano, “muita potência, chamativa, enorme, mas que não serve para curvas”.

A moto pesa 215 kg, com 2,54m de comprimento e quase 60 cm de largura. As dimensões são para dar uma estética semelhante à moto virtual, mas tornam a moto impossível de ser usada normalmente. A largura exagerada e a posição de pilotagem, com os braços muito esticados não permitem manobras fechadas.

A maioria das motos customizadas são espetaculares, mas pouco úteise e a réplica da Tron Cycle não é diferente, além de custar 55 mil dólares (R$ 92.700).

 

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Motos BMW ganham ‘halo de luz’

 

Um dos estandes mais concorridos da 7ª edição do Intermot, que acontece entre 6 e 10 de outubro, em Colônia, Alemanha, é o da marca bávara BMW. Não apenas por se tratar de uma marca local, mas porque todos querem ver de perto a nova linha K 1600, com os motores de seis cilindros em linha.

A grande estrela da nova linha é o propulsor de 1.649 cm³ de capacidade. Serão 160 cavalos de potência máxima a 7.500 rpm e 17,8 kgfm de torque máximo a 5.500 rpm. E segundo a BMW, 70% desse torque já está disponível a partir de 1.500 rpm.

O enorme propulsor, o primeiro fabricado pela BMW com 1,6 litros e seis cilindros, vai equipar as novas K 1600 GT e K 1600 GTL. Ambas são praticamente a mesma motocicleta, porém com diferentes posição de pilotagem e equipamentos de série. A versão GTL tem uma proposta grã-turismo, já a GT tem posição de pilotagem mais sport-touring.

Para Hendrik Von Kuenheim, presidente da divisão de motocicletas da BMW, os modelos mostram que a BMW está sempre buscando cativar novos clientes e caminhos diferentes. “Apesar da queda nas vendas, aumentamos nosso market share. Prova que podemos sobreviver em tempos difíceis, se seguirmos na direção certa”, declarou Hendrik, citando os últimos produtos, como a esportiva S1000RR e até mesmo a produção CKD da G 650 GS em Manaus.

TECNOLOGIA EMBARCADA
As novas K1600 GT e GTL trarão ainda muita tecnologia embarcada. A começar pelo farol adaptável que se ajustará de acordo com o peso da moto — piloto, garupa e bagagem — e que também acompanhará a trajetória da motocicleta em curvas.

Além disso, haverá ainda três modos de pilotagem (rain, road e dynamic) e o elogiado controle de tração, usado na esportiva S 1000RR. Freios ABS integral, suspensões eletronicamente ajustáveis e farol de xênon completam o pacote. Como opcional uma tela de cristal líquido de alta definição trará o sistema de navegação integrado ao painel. Os modelos devem chegar ao mercado no primeiro semestre do próximo ano.

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Intermot 2010 traz novas motos para reanimar mercado europeu

 

O Intermot (Internation Motorcycle and Scooter Fair ou, como é conhecido por aqui, Salão de Motos de Colônia, na Alemanha), abre nesta quarta-feira (6) com diversas novidades para atrair novos consumidores europeus e tentar reanimar as vendas no Velho Continente. Em 2008, foram vendidas mais de 1,4 milhão de motocicletas acima de 500 cm³ em toda a Europa; no ano passado, o número caiu para pouco mais de 1,3 milhão. Neste ano, as previsões indicam que o volume não deve passar de 1 milhão. Ou seja, o mercado europeu de motocicletas vai mal.

Uma das missões de todos os fabricantes presentes ao Intermot 2010, que vai até domingo (10), é justamente tentar dar nova cara ao setor.
Os 200 mil visitantes aguardados para esta 7ª edição vão encontrar muitas novidades entre motocicletas, acessórios e equipamentos. Serão 1.097 expositores em 110.000 metros quadrados de área do belo e moderno Koelnmesse, o centro de exposições da charmosa cidade de Colônia.

E até mesmo o slogan da mostra apela para a paixão dos alemães e europeus em geral pelas motocicletas. O famoso coração do “I Love Intermot” foi substituído por uma moto no mote deste ano.

Além dos estandes, haverá ainda diversas atrações para os visitantes: test-rides, apresentações e a oportunidade de conhecerem veículos ecologicamente corretos, no espaço e-motion, dedicado à novas tecnologias, como scooters e até superesportivas elétricas

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Honda inaugura nova linha de produção em Manaus

Destinada exclusivamente a fabricar modelos de até 125 cc, a nova instalação cria mais de 700 empregos na capital manauara

De olho nas demandas futuras, Honda inaugurou oficialmente uma nova linha de produção em Manaus (AM) na última quinta-feira (14). Batizada de HDA 2, a linha é exclusiva para três modelos de baixa cilindrada da marca — Pop 100, Biz 125 e Lead 110. Com isso a linha principal, onde é fabricada a CG 150 Titan Mix, por exemplo, poderá ser flexibilizada para atender outras necessidades do mercado. A HDA 2 recebeu investimento de R$ 90 milhões, ocupa um galpão de 21.750 m² de área construída e abriu 760 novos postos de trabalho.

A expectativa é de que em 2011 sejam produzidas 300 mil unidades na nova linha. Já para 2013 esse número deve subir para 415 mil unidades. Mas a nova instalação tem capacidade produtiva de 500 mil unidades/ano. Hoje, a nova linha fabrica uma Biz 125 ou uma Pop 100 em apenas 39 segundos. Já para o scooter Lead 110 são gastos 49 segundos para sua completa montagem.

Oldemar Lanck, superintendente adjunto da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), disse durante a inauguração da nova linha de produção que “a Honda apresenta uma expansão rápida e forte”. Sempre acompanhando o ritmo do mercado de duas rodas.

Já Isper Abrahim Lima, secretário da Fazenda do Governador do Amazonas, se diz muito satisfeito com os 760 novos postos de trabalho. Ele também comentou que a multinacional de origem japonesa garante mais de 10 mil empregos diretos para o estado.

LINHA DE PRODUÇÃO
Segundo o presidente da Honda South America, Sho Minekawa, a nova unidade já estava pronta, porém sua inauguração teve de ser adiada em função da crise econômica mundial. “Com os números mais favoráveis no mercado interno, a nova linha pôde ser finalmente aberta”, disse Minekawa, afirmando também que toda a produção é sincronizada no chamado “fluxo contínuo”.

Um jeito fácil de entender isto é pensar em um cabide na qual as partes prontas vão sendo “penduradas” em um sistema aéreo. No exato momento que uma peça é finalizada, o componente é literalmente colocado nesse cabide móvel. Itens como o banco e o quadro são feitos dentro da própria fábrica, o que significa uma produção altamente verticalizada. No final da linha de produção o quadro e o motor são unidos e as demais partes já estão prontas para serem instaladas.

Até mesmo os primeiros testes de rodagem e frenagem são feitos na própria linha de montagem. Assim que o tanque de gasolina está pronto, o reservatório recebe uma pequena quantidade de combustível que será utilizado nos testes. Com a moto totalmente montada, o modelo passa por uma inspeção final e, em seguida, é encaminhada para as áreas de embalagem e logística.

A previsão é de que até o final do ano sejam produzidas 1.430.000 motos na fábrica da Honda em Manaus (AM). Desde o início da fabricação de modelos Brasil, isso na década de 70, a marca já produziu mais de 14 milhões de motocicletas. Hoje o complexo industrial Honda em Manaus ocupa atualmente uma área total de 661 mil m².

Com a nova linha de produção, a expectativa da Honda é atingir um recorde histórico, já que a capacidade máxima produtiva ultrapassará a casa dos dois milhões de motocicletas por ano

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Kawasaki Z1000 é monstro domável

 

Recém chegada ao Brasil, a nova versão da Kawasaki Z 1000 é praticamente um estandarte do segmento de muscle nakeds. Seu visual agressivo e porte musculoso impressionam. Chegam até a assustar. Mas só até montá-la. O assento fica a apenas 815 mm do solo e seu tanque, apesar de largo, proporciona bom encaixe para as pernas. O guidão aberto completa a boa ergonomia desse monstro japonês.

No painel compacto, montado sobre o guidão, chama atenção a lente amarela que cobre a tela de cristal líquido com velocímetro digital, conta-giros e as informações necessárias. Distrai o piloto antes de uma das grandes atrações do modelo despertar: o propulsor de quatro cilindros em linha e 1.043 cm³ que garante a Z1000 o desempenho digno de uma esportiva.

MOTORZÃO
Os números, assim como toda a moto, são superlativos: 138 cv de potência máxima a 9.600 rpm e absurdos 11,2 kgf.m de torque máximo a 7.800 rpm. Porém não se assuste. Toda essa cavalaria vem de uma forma bastante amigável e linear, sem sustos.

Não confunda essa docilidade, entretanto, com baixo desempenho. Em altos giros, passando das 8.000 rpm, essa naked se comporta como uma superesportiva. Afinal, o motorzão de 1.000cc foi herdado de versões anteriores da nervosa Ninja ZX-10R. Domesticado, ele garante que seja possível desfilar o belo design dessa Kawa em um passeio pela cidade — sem o desconforto dos semi guidões e da pilotagem racing das esportivas.

O guidão aberto e a posição das pedaleiras garantem uma postura relaxada, típica das nakeds e ideal para o uso urbano. Sacrificando é claro a proteção aerodinâmica oferecida pelas carenagens integrais das superesportivas em alta velocidade. E a Z1000 passa com facilidade dos 200 km/h.

CICLÍSTICA PRECISA
Mas a vocação da Z1000 para uma pilotagem mais radical não fica restrita ao desempenho do motor. Os engenheiros da casa da Akashi projetaram um conjunto ciclístico preparado para velocidades altas e curvas bastante inclinadas.

FICHA TÉCNICA: KAWASAKI Z1000

Motor: DOHC, 1.043 cm³, quatro cilindros em linha, refrigeração líquida.
Potência máxima: 138 cv a 9.600 rpm.
Torque máximo: 11,2 kgfm a 7.800 rpm.
Transmissão: Câmbio de seis velocidades, com transmissão final por corrente.
Suspensão: Garfo invertido de 41 mm na dianteira; back-link horizontal com amortecedor a gás na traseira.
Freios: Disco duplo de 300 mm e pinça com quatro pistões (dianteiro); disco simples de 250 mm (traseiro).
Dimensões: 2.095 mm de comprimento, 805 mm de largura e 1.085 mm de altura. Entre-eixos 1.440 mm, altura do assento de 815 mm e 140 mm de altura mínima para o solo.
Peso: 218 kg.

O quadro de dupla trave superior poderia equipar qualquer superesportiva de gerações anteriores. Mesmo em condições extremas, como esse teste feito em uma pista fechada, o conjunto demonstra rigidez na medida mantendo a Z1000 na trajetória em curvas de alta.

Elogios também vão para as suspensões. Na dianteira, escondido sobre os protetores que ajudam a dar o porte “musculoso” a essa naked, está um garfo telescópico invertido de 41 mm de diâmetro, ajustável. Aí se percebe que as diferenças entre a Z1000 e sua irmã menor, a Z750, vão além da maior capacidade cúbica. As suspensões da “milzona” têm visivelmente especificações melhores que as da 750 cm³. Na traseira, o conjunto mola amortecedor, também ajustável, mantém a balança no solo com eficácia.

Os freios a disco em ambas as rodas possuem praticamente as mesmas especificações de uma moto esportiva: disco duplo de 300mm de diâmetro na dianteira com pinças Tokico de fixação radial e quatro pistões opostos. Deve ser ainda melhor na versão com ABS, que também está disponível por aqui.

SUPERLATIVA
Em poucas palavras, pode-se dizer que a muscle naked da Kawasaki faz tudo demais: acelera demais, freia demais, deita demais nas curvas… Pode não ser uma excelência e nem a melhor do mundo em cada um desses quesitos, mas não decepciona.

Não seria exagero dizer que a Kawasaki Z1000 consegue reunir o melhor de dois mundos: o desempenho de uma esportiva com o conforto de uma naked. Já que para seu porte avantajado e seus 218 kg tem uma maneabilidade que merece aplausos. Bem posicionado, o motociclista mais experiente se surpreende como uma 1.000 cm³ pode ser tão fácil de domar. Ideal para quem quer ter na garagem uma moto radical e potente, mas sabe que não é todo dia que se coloca o macacão para acelerar na pista.

Não é a toa que o segmento das nakeds de grande capacidade vem ganhando fãs nos últimos anos. Praticamente todas as fabricantes já têm um modelo em seu line-up. Até então, apenas a Suzuki B-King 1300 e a BMW K1300R estavam disponíveis no Brasil. Agora a Kawazaki Z1000 chega com atributos para disputar essa briga. Além de suas qualidades técnicas, tem no preço de R$ 46.990, inferior às concorrentes, outro bom argumento de vendas.

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